Maduro rejeita ajuda humanitária na Venezuela: ‘Ninguém aqui tá passando fome’

Maduro afirmou que a Venezuela “tem toda a capacidade de satisfazer as necessidades do seu povo”, culpando as sanções impostas pelos EUA pelas dificuldades sentidas em setores da população.

“A Venezuela não é um país com fome”, afirmou Nicolás Maduro, numa entrevista hoje divulgada pela televisão britânica BBC, recusando aceitar as informações de diversas agências internacionais segundo as quais mais de dois milhões de pessoas sairiam do país, nos últimos anos, devido às enormes dificuldades para sobreviverem.

“Os números oficiais dizem que mais de 800 mil pessoas saíram do país, nos últimos dois anos, por razões econômicas”, atirando as responsabilidades dessa fuga para a pressão internacional e para as sanções de que o país tem sido alvo.

Milhares de manifestantes foram às ruas na Venezuela nesta terça-feira (12) para protestar contra o bloqueio imposto pelo regime de Nicolás Maduro à ajuda humanitáriaenviada ao país.

Caminhões e militares favoráveis ao governo chavista fecharam uma ponte na fronteira com a Colômbia para impedir a passagem do carregamento de comida e remédios.

O líder opositor Juan Guaidó, declarado presidente interino da Venezuela em janeiro, participou do protesto em Caracas e afirmou que a ajuda humanitária chegará ao país em 23 de fevereiro. Parte do carregamento chegou, segundo o próprio Guaidó afirmou.

O presidente eleito repetiu que não permitirá a ajuda humanitária à Venezuela, considerando que é uma porta de entrada para uma intervenção militar dos EUA, e acusou o governo norte-americano de “gangue de extremistas”.

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