Bolsonaro altera regras sobre uso de armas e petistas reclamam: ‘Agora vira faroeste de verdade’

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (7) um decreto para alterar as regras sobre o uso de armas e munições. O decreto foi assinado em uma cerimônia no Palácio do Planalto.

Até a última atualização desta reportagem, o texto do decreto ainda não havia sido divulgado pelo governo.

De acordo com Bolsonaro, entre as principais medidas do decreto, estão:

  • Permissão para o proprietário rural com posse de arma de fogo utilizar a arma em todo o perímetro da propriedade;
  • Quebra do monopólio da importação de armas no Brasil;
  • Permissão para colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs) poderem ir de casa ao local de tiro com a arma com munição;
  • Praças das Forças Armadas com dez anos ou mais de experiência terão direito ao porte de arma;
  • O direito à compra de até 50 cartuchos por ano passará para até mil cartuchos por ano.

Atualmente, os CACs não podem andar com armas municiadas e há um limite de munições. O presidente trabalhou nesta desburocratização e agora não haverá tantos limites para andar com armas municiadas, além de outras mudanças que serão reveladas na assinatura do decreto.

A decisão causou rebuliço e desespero em parlamentares da oposição, como foi o caso do deputado federal Ivan Valente, do PSOL, que afirmou: “Transformar o Brasil num faroeste urbano não é a saída, mas Moro e Bolsonaro apostam na ampliação da barbárie, que vitimará principalmente os mais pobres”.

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT), Paulo Pimenta, também criticou a decisão e firmou que isso é um tipo de ‘agrado’ para uma classe em específica que o presidente tem apoio.

Celular conectado à tomada ‘derrete’ cama e causa incêndio em sobrado

Após vencer a mãe na justiça, pai prende filha no carro e põe fogo